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16.6 6ª Aula:"Esperança cristã na vinda do Senhor"
16.6 6ª Aula:"Esperança cristã na vinda do Senhor"

1 Tessalonicenses 5,1-11

­­­­­­­­­­­­­­­

 

Motivando a aula de hoje. Na aula anterior, refletimos sobre respeitar o próprio corpo e o corpo do outro. Ter uma vida digna é condição para viver a vida cristã.  A aula de hoje é um convite a nos empenharmos na defesa da vida, vivendo a fé, o amor e a esperança.

 

São João Bosco era italiano e viveu no século XIX. Ele tinha uma creche para crian­ças pobres. Em uma tarde, os meninos estavam jogando bola e ele na beira do campo assistindo. E o padre João resolveu fazer um teste com os garotos. Chamou um, que passava perto dele, e perguntou: “Se você soubesse que daqui a meia hora você iria morrer, o que faria?”. O menino levou um susto, pensou, e disse: “Eu ia para a capela rezar”. “Está bom, pode continuar jogando”, disse o padre.

 

Minutos depois chamou outro e fez a mesma per­gunta. Esse também ficou confuso e disse: “Eu ia me confessar”.

 

Chamou um terceiro, que disse: “Eu ia pedir perdão para a minha mãe”. Chamou um quarto garoto e lhe fez a mesma pergunta: “Se você soubesse que daqui a meia hora você iria morrer, o que você faria?”. Esse respondeu com naturalidade: “Eu continuaria jogando!”.

 

E você? O que você faria se soubesse que iria morrer dentro de três meses?

 

 

 

1º Passo: Ler 1Ts 4,13-5,1-11

A leitura é o primeiro passo, ou degrau da Leitura Orante da Bíblia. Ler na Bíblia, reler, tornar a ler,  cada vez mais, conhecer bem o que está escrito, até assimilar o próprio texto; respeitar o texto tal como ele é, sem interpretações precipitadas, sem achar que já conhece esse texto. A Sagrada Escritura é como uma fonte de água. A cada instante brota uma água nova que não é a mesma água do segundo anterior. É como um copo de água que você bebe. Só se bebe aquele copo d’água uma vez na vida. Assim cremos que seja a Palavra de Deus é sempre nova e atual. Ao ler o texto da Escritura, fazê-lo com o respeito de quem se encontra pela primeira vez. Estar atento para as palavras, as repetições, o jeito como está escrito, quem aparece no texto, em que lugar, o que fazem, o que falam... Muitas vezes precisaremos lançar mão de algum subsídio que ajude a entender o texto e o seu contexto histórico/social; usar estudos, dicionários bíblicos, livros, a ciência, a teologia e outros meios. De acordo com Dt 30,14 -“A Palavra está muito perto de ti: na tua boca” - é chegar perto da Palavra de Deus; a Palavra está na boca. Aqui descobrimos o que o texto diz em si mesmo.

 

Situando o texto: Na Primeira Carta aos Tessalonicenses, o termo parusia usado para se referir à vinda do Senhor é usado quatro vezes (cf. 2,19; 3,13; 4,15; 5,23). Esse é o principal ponto teológico tratado na carta. Quase toda a carta está orientada para a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo: “Pois quem é nossa esperança, nossa alegria, a coroa de glória, senão vocês diante de Jesus nosso Senhor no dia de sua vinda? Sim, são vocês a nossa glória e alegria" (2,19); “E que ele fortaleça o coração de vocês numa santidade sem falhas diante de Deus, nosso Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos” (3,13).

 

Na língua grega, o termo parusia, de pareimi, possui diferentes sentidos: estar presente, estar aqui, apresentar-se, visitar ou chegar. E usado tanto para a manifestação ou a vinda da divindade na terra, em oca­sião de cultos e festas, quanto para a chegada de um rei ou imperador, que é considerado como a encarnação da divindade, como no caso de César Augusto, conhecido como filho de Deus. No mundo do Império Romano da época de Paulo, o termo parusia aparece na termino­logia da chegada ou visita de generais conquistadores, autoridades importantes, acima de tudo do imperador, para as cidades submetidas ao seu império.

 

A chegada do imperador romano era uma ocasião muito especial para as cidades do império, tanto para o tempo da guerra (advento ameaçador de julgamento) quanto para o tempo de paz (fortalecimento da pax ro­mana). Sua entrada triunfal na cidade era marcada com grande celebração popular, as festividades aristocráticas e as honras de sacrifícios e cultos divinos. A honra para o imperador acompanhado de seu cortejo se manifes­tava, sobretudo, na saudação da autoridade e do povo nas portas abertas da cidade como sinal de submissão. Certamente, o evento, com pompas solenes, exigia tre­menda preparação.

 

Segundo os pesquisadores, esse conceito e imagem da parusia do imperador serviram para Paulo ao pregar e escrever a segunda vinda do Senhor Jesus para julgar e governar o mundo. Na Primeira Carta aos Tessalonicenses, lemos: "Porque o próprio Senhor, ao soar uma ordem, descerá do céu à voz do arcanjo e ao toque da trombeta” (4,16). Refere-se à grandiosidade do cortejo do Senhor Jesus com os anjos! Paulo, assim, descreve a parusia ou a segunda vinda do Senhor com as cores da festa celestial, projetadas pelas festividades conhecidas nas cidades do Império Romano.

 

Em seu escrito aos tessalonicenses, Paulo parece contar com a possibilidade da parusia iminente do Senhor Jesus: “Porque eles mesmos contam como vo­cês nos acolheram, e como se converteram dos ídolos a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, e para esperar dos céus o seu Filho, que ele ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira futura” (1,9-10). Como a tradição do Antigo Testamento, essa vinda é o dia do Senhor: julgamento e castigo contra os infiéis e alegria e triunfo para os fiéis: “Então vocês hão de se converter e verão a diferença que existe entre o justo e o ímpio, entre um que serve a Deus, e outro que não lhe serve. Vejam! O Dia está para chegar, ardente como forno. Então os soberbos e todos os que cometem injustiça serão como palha. Quando chegar o Dia, eles serão incendiados - diz Javé dos exércitos. E deles não vão sobrar nem raízes nem ramos. Mas, para vocês que temem a Javé, brilhará o sol da justiça, que cura com seus raios. E vocês todos poderão sair pulando livres, como saem os bezerros do curral. Vocês pisarão os maus como poeira debaixo da sola de seus pés, no Dia que estou preparando - diz Javé dos exércitos (Ml 3,18-21)”.

 

Paulo assume a teologia do Dia de Javé e coloca Jesus no lugar de Javé. Será o dia do Senhor Jesus Cristo. A vinda messiânica do Senhor do céu à terra com toda a sua glória e poder, como as visitas festivas dos senhores im­peradores. Um dia de alegria e triunfo dos cristãos! O dia da libertação e o fim da opressão do império! Mas quando chegará esse dia feliz? Está próximo? Como acontecerá isso? Perguntas e dúvidas pairavam na comunidade cris­tã de Tessalônica. Uma das principais perguntas girava sobre os cristãos já falecidos: alguns já tinham morrido de causa natural, mas também alguns martirizados na perseguição. O que aconteceria com eles? Não iriam participar da parusia porque estariam ausentes quando da vinda do Senhor? Paulo afirma:

 

Irmãos, não queremos deixá-los sem saber das coi­sas que se referem aos que adormeceram, para que vocês não fiquem tristes como os outros que não têm esperança. De fato, se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus levará consigo aqueles que adormeceram em Jesus. Por isso é que lhes dizemos, segundo a palavra do Senhor: Nós, os viventes, os que ainda estivermos aqui por ocasião da vinda do Senhor, não passaremos à frente dos que adormeceram (4,13-15).

 

Jesus, morto e ressuscitado, e os cristãos têm o mesmo destino final: como ressuscitou Jesus, Deus fará o mesmo com os cristãos já falecidos. Eles serão ressus­citados e participarão da parusia ou irão ao encontro do Senhor Jesus Cristo glorioso. Além disso, os cristãos falecidos ressuscitarão primeiro; em seguida a eles se ajuntarão os vivos: “Então, os mortos em Cristo ressus­citarão primeiro” (4,16).

 

Mas por que Paulo fez essa afirmação de que os cristãos falecidos se encontrarão primeiro com o Senhor Jesus? Ao conhecer a visitação formal das autoridades, como a do imperador, por exemplo, a resposta parece clara. Chegando pela estrada principal a uma cidade, a autoridade imperial visitava os túmulos situados na entrada da cidade, para prestar homenagem aos mortos. Ou seja, os mortos eram visitados antes dos vivos. Com essa metáfora da visitação imperial, Paulo afirmou que “então, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”.

 

Quanto aos vivos, Paulo continua: "Depois nós, os viventes que estivermos lá, seremos levados nas nuvens junto com eles, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos para sempre com o Senhor” (4,17). Com a descrição característica da esperança apocalíptica (trombeta, descida do céu, nuvens), Paulo descreve o “arrebatamento” dos vivos, levados para o encontro do Senhor, sobre as nuvens. No mundo simbólico das correntes apocalípticas, eles estarão junto com o Senhor nos "ares”. Agora, surge uma pergunta: onde vão ficar para sempre com Jesus Cristo no mundo de realidades históricas? Onde fica o Reino de Deus?

 

Nas cartas paulinas, Paulo usa a expressão “Reino de Deus” em sete passagens: lTs 2,10-12; G1 5,21; 1Cor 4,20; 6,9-10; 15,24; 15,50 e Rm 14,17. Certamente, Paulo entende que o Reino de Deus vai ser realizado no futuro, mas, ao mesmo tempo, afirma que o Reino de Deus já está presente no meio das pessoas comprometidas com Jesus crucificado e ressuscitado.

 

  1. a) “Nós exortamos e encorajamos vocês, e testemunhamos para que levassem vida digna de Deus, que os chama para seu Reino e glória” (2,12).
  2. b) “Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em ação” (ICor 4,20).
  3. c) “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, e sim justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

 

Quem serve a Cristo nessas coisas, agrada a Deus e tem a estima das pessoas. Busquemos, assim, as coisas que trazem a paz e a edificação mútua” (Rm 14,17-19).

 

A “edificação mútua” é a construção da comunidade cristã, onde Deus se manifesta. A comunidade cristã deve ser a presença do Reino de Deus de forma social: o mundo transformado pela vida digna, justiça, paz e alegria no Espírito do Senhor Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Por isso, as outras passagens de Paulo, que enfatizam mais a chegada do Reino de Deus no futuro, exigem dos cristãos a “ação concreta” de edificar e transformar a comunidade em pureza e santidade:

 

E as obras da came são bem conhecidas: união ilegítima, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, inimizades, briga, ciúme, raiva, discussões, discórdias, sectarismos, invejas, bebedeiras, farras e coisas semelhantes a essas. A respeito delas eu já lhes falei, e volto a preveni-los: os que praticam tais coisas não terão como herança o Reino de Deus. O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, bondade, generosidade, fé, humildade e domínio de si mesmo (G1 5,19-23; cf. ICor 6,9-10; 15,50).

 

De acordo com Paulo, filho do seu tempo, os cristãos devem edificar a comunidade na vida cotidiana. Ela deve ser o sinal da presença do Reino de Deus antecipado, no qual o Senhor Jesus reina no lugar do imperador romano. Como a chegada festiva dos reis, imperadores e autoridades importantes às cidades, a vinda final do Senhor deve acontecer: as saídas festivas dos cristãos ao encontro do verdadeiro Senhor e o retorno com ele ao mundo transformado pela justiça e pela paz. E assim que alguns pesquisadores comentam a vinda do Senhor em lTs 4,16:

 

A metáfora da parusia como visita estatal dá a entender que os que correm para aplaudir o governador que está chegando voltarão com ele para as alegrias da festa da cidade. Assim também com Cristo. Provavelmente, Paulo subentendia que todos desceriam para habitar a terra purificada. A parusia do Senhor não tinha nada a ver com a destruição da terra e a consequente transferência para o céu, mas com o mundo no qual a violência e a injustiça seriam transformadas em pureza e santidade (Crossan e Reed, p. 160-161).

 

Paulo, que esperava pela vinda final de Cristo muito em breve, não estava pregando a parusia do Senhor como as destruições cósmicas apocalípticas, mas as transformações definitivas do mundo pela justiça e pela paz, nas quais as pessoas estariam em comunhão eterna com o Senhor Cristo Jesus e entre si. Os fiéis deveriam ser os promotores desse mundo pela edificação da comunidade cristã: a presença antecipada do Reino de Deus.

 

Na realidade, essa visitação final exorta e fortalece a fé e a esperança, capazes de encorajar os fiéis diante da perseguição e da morte. Ao mesmo tempo, a esperança pela visitação final do Senhor se toma uma inquietação e angústia: “quando” da chegada. E não será imprevisível. Além disso, Cristo é que chegará para concluir a história humana, presidir o juízo final e estabelecer a salvação final. A inquietação pelo dia do Senhor aumenta no meio dos cristãos de Tessalônica e Paulo responde a essa inquietação em 1Ts 5,1-11.

 

O que significa ser filhos da luz? Para a comunidade de Tessalônica, o que significa estar sóbrio e revestir-se da couraça da fé e do amor, e o capacete da salvação? O que significa o dia do Senhor?

 

2º Passo: Meditando o que foi dito acima me pergunto agora:  O que este texto diz para mim?

A espera na vinda do Senhor é o tema que perpassa a Primeira Carta aos Tessalonicenses (l,10;2,19;4,16;5,23). Muitos dos que acreditaram no anúncio dos apóstolos morreram; por isso, havia muita inquietação por parte de algumas pessoas da comunidade sobre qual seria o des­tino delas. É bem provável que os missionários tivessem falado sobre a ressurreição dos mortos. No tempo dos apóstolos, a crença positiva a respeito da vida pós-morte era uma convicção somente das elites. A mensagem de Paulo e seus colaboradores restabeleceu essa esperança para todas as pessoas.

 

A respeito da indagação sobre aqueles que acredi­taram em Jesus Cristo e já morreram, Paulo afirma que Deus é fiel e não permitirá que a esperança dos fiéis, vivos ou mortos, seja em vão: “Os mortos em Cristo ressusci­tarão primeiro. Depois nós, os viventes que estivermos lá, seremos levados nas nuvens junto com eles, para o encontro com o Senhor nos ares” (4,16c. 17).

 

A perseguição e o sofrimento fazem a comunidade esperar ansiosamente pela chegada imediata do Senhor. Os apocalípticos tinham como preocupação básica o fim dos tempos: “Quando estas coisas acontecerão?” (Dn 12,6). No Antigo Testamento, o dia do Senhor é compreendido como o dia do julgamento (Is 2,12-22; Jr 46,10; Ez 30,2-3; Am 5,18-20; Ml 3,13-21), porém, nas primeiras comunidades cristãs, tornou-se uma referên­cia ao dia da vinda de Jesus Cristo (cf. ICor 15,23; 2Pd 3,10; Ap 3,3; 16,15).

 

Diante das possíveis indagações dos tessalonicenses sobre a hora desses acontecimentos, ouvimos a seguinte resposta: “Vocês sabem muito bem que o Dia do Senhor virá como um ladrão à noite” (5,2). De acordo com os ensinamentos, o dia e a hora são incertos; por isso, é pre­ciso assumir uma atitude de constante vigilância (cf. Mt 24,43; 2Pd 3,8-10). Para reafirmar a necessidade de uma espera ativa e confiante, Paulo usa as imagens de “ladrão” e “parto de mulheres”, que eram comuns para expressar situações inesperadas e de sofrimento. A vivência da fé, da esperança e do amor sustenta a comunidade e a prepara para o dia do Senhor (cf. 1,2-3; Fl 4,2-9).

 

Dirigindo-se aos fiéis, Paulo afirma que eles já saíram da ignorância e não precisam ter medo, pois estão prepa­rados (5,4). Conforme a linguagem da época, Paulo usa as imagens de luz e trevas, contrapondo-se assim salvação e condenação, bem e mal. A livre adesão ao evangelho garante aos fiéis a salvação, ou seja, a participação no Reino estabelecido por Jesus Cristo.

 

É preciso que os “filhos da luz” (cf. Is 58,8; Mt 5,14- 16) estejam alertas: “não fiquemos dormindo como os demais. Fiquemos sóbrios e acordados” (5,6). A exortação de Paulo dirige-se a todos os fiéis, inclusive a si mesmo. O que significa estar vigilante? Trata-se de uma vida pautada por uma fé ativa, pelo amor - serviço ao outro - e pela esperança (cf. 5,3.8). Crer, amar e esperar sintetizam a vida em Cristo. Os termos opostos luz e escuridão iden­tificam os que creem e os que não creem. No versículo 8, há uma forte convocação para que os cristãos revistam “a armadura da fé e do amor, e o capacete da esperança da salvação" (cf. Is 59,17; Sb 5,17-23; Ef 6,14-17).

 

A partir da convicção de Paulo e seus colaboradores, o projeto de Deus é a salvação para todos os que creem em Jesus Cristo: “Ele morreu por nós, para que, acorda­dos ou dormindo, vivamos com ele” (5,10). Os acordados são os que estiverem vivos no dia da vinda do Senhor; os que estão dormindo são os mortos. A garantia da salva­ção futura para os fiéis em Cristo é o fato de que Ele se entregou por nós: “De fato, se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele por meio da morte do seu Filho, muito mais agora, reconciliados, seremos salvos por meio da sua vida” (Rm 5,10).

 

Essa passagem conclui com uma exortação aos fiéis: “encorajem-se uns aos outros e se edifiquem mutuamente, como, aliás, vocês já estão fazendo” (5,11). A convoca­ção para “edificar-se mutuamente” é importante para o fortalecimento e permanência do grupo, como aparece também na Carta aos Coríntios (cf. ICor 14,12.17.26). Ao edificar-se uns aos outros, a comunidade de Tessalônica está realizando as mesmas atitudes de Paulo e de seus co­laboradores (2,11-12). E no amor mútuo que se constrói a vida fundamentada em Cristo crucificado e ressuscitado: "espera ativa”. Eis o nosso desafio hoje, especialmente no contexto de uma sociedade individualista em que vi­vemos. É preciso apostar e acreditar em um projeto que tenha como objetivo o bem comum.

 

Com que sentimentos temos assumido os momentos de prova diante da morte de um ente querido ou de uma pessoa que estão aos nossos cuidados nos nossos hospitais, casas de acolhida para anciãos e doentes?

 

Essas perdas têm debilitado minha fé e minha esperança ou, ao contrário, têm sido oportunidades para purificar e renovar minha confiança na vida eterna? Pensar na segunda vinda do Senhor enche-me de temor e de angústia por causa da perspectiva do "fim do mundo" ou, antes, infunde-me ânimo e serenidade para continuar minha vida, firmemente comprometido com Deus e com a construção de um mundo melhor?

 

Para um verdadeiro cristão, não há morte sem ressurreição. Quão consciente estou da dignidade de meu batismo, que me inseriu na morte de Cristo, mas que, ao mesmo tempo, abriu-me a possibilidade de ressuscitar com Ele? Como demonstro esta convicção em minha vida concreta? Minhas atitudes, sentimentos, opções e comportamentos refletem verdadeiramente minha vocação para a transcendência? Vivo como ressuscitado em Cristo, ou como um "morto-vivo"? A fé e a esperança na vida eterna devem converter-se em motor da existência do cristão e causa de consolação e de estímulo recíprocos. Sinto-me autenticamente chamado ao encontro definitivo com o Senhor?

 

Para mim, o que é a morte física? O que seria, pois, a morte eterna? Sou suficientemente solidário com os irmãos que atravessam momentos de dor e de luto? O que significa "morrer em Cristo" e que vantagens existem em relação ao "morrer" simplesmente?

 

A fé, o amor e a esperança devem nos animar e nos impulsionar para a construção do Reino de Deus no meio de nós. A espera do Senhor deve ser dinâmica e atuante, levando-nos à prática do bem, contra as políticas sociais e econômicas geradoras de morte. Como encorajar e edificar um ao outro na comunidade? Quais as dificuldades que nos impedem de sermos filhos da luz em nossas comunidades? Como estamos valorizando vivendo o nosso carisma?

 

3º Passo: O que vou dizer a Deus em oração?

Nós também rezamos e aguardamos a vinda do Senhor Jesus e a sua chegada provocará a transformação do mundo pela justiça e pela paz. Um reino de plena comunhão e solidariedade. O Reino de Deus acontece com a nossa participação. E agora o que vou dizer a Deus?

 

“Pai bondoso, louvo-te e bendigo-te por nos teres criado à tua imagem e semelhança, destinados, portanto, à imortalidade. Bom Deus, ajuda-me a perceber e a estar certo de que estou destinado ao encontro definitivo contigo. Infunde fortaleza e serenidade em mi¬nha vida temporal, pois todo o meu caminhar é para reunir-me contigo ficar ali para sempre. Pai, concede-me, suplico-te, a graça de morrer em Cristo, ou seja, na fé de teu Filho que, com seu mistério pascal, tornou possível a ressurreição. Dá-me sentimentos de solidariedade para com os irmãos que estão sofrendo pelo desaparecimento de seus entes queridos; que eu possa consolá-los a partir de minha fé e de minha esperança na vida eterna...”

    

4ª Passo: Contemplar enfim, eu vou, sem ter pressa e sem demora, meu Senhor já me enviou: O que vou fazer agora?

Permito, neste momento, que a ideia da morte, como passagem necessária e serena para a eterna comunhão com Deus, encha-me de paz e de fortaleza, para continuar a viver minhas responsabilidades presentes com o olhar e o coração fitos nos bens do céu.  De que maneira concreta posso expressa minha solidariedade cristã para com os irmãos que sofrem o luto? O que posso fazer para sentir-me em paz diante do pensamento da morte física?

 

Para finalizar esta aula, quero que você assista este vídeo feito pelo Presbítero  e Arqueologo Dr. Rodrigo Silva. Veja o que ele fala sobre a vinda de Cristo e o arrebatamento que está em Mateus 24,36

 

 

Benção:

Como irmãs, somos chamadas a viver a nossa vocação cristã de educadoras, no serviço aos doentes, aos pobres, aos últimos, em resposta à inspiração sempre nova e criativa do Espírito Santo e às expectativas e exigências do lugar no qual somos chamadas a inserir-nos. Que o Deus da Paz nos abençoe e nos dê forças para realizarmos a nossa missão.

 

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