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9ª Lição: Gn 9,1-17 - Deus faz Aliança com ...
9ª Lição: Gn 9,1-17 - Deus faz Aliança com ...

 Deus faz Aliança com toda a humanidade

Estabeleço minha aliança convosco: tudo o que existe não  
será mais destruído pelas águas do dilúvio (9,11).  

 

1. Motivando a aula de hoje: Somos chamados e chamadas a ajudar as pessoas a refazerem a aliança com o Deus da vida. Essa aliança deve ser vivida no cotidiano. Vejamos um fato da vida. Num domingo, num bairro da cidade de São Paulo, duas mulheres idosas estavam se dirigindo ao ponto de ônibus, que nesse dia passa a cada meia hora. Havia também uma terceira pessoa que estava ajudando a carregar as malas. Mesmo fora do ponto, o ajudante fez sinal e o motorista parou. As mulheres entraram. O ajudante agradeceu. O motorista fez sinal positivo e esboçou lhe um sorriso. Aquele sorriso, como o arco-íris, teve um efeito especial, acompanhando o ajudante por vários dias. A vida é assim, feita de pequenos gestos de solidariedade que são capazes de dar novo sentido para o nosso viver. Quantas vezes em seu dia-a-dia você ajuda a refazer a aliança com Deus e entre Deus e as pessoas? E quantas vezes já provocou a ruptura desta aliança? 

 

2. Iluminando a vida: Deus não é o culpado pelas tragédias humanas; elas são consequências de nossas opções erradas. Deus perdoa sempre; o ser humano perdoa de vez em quando, mas a natureza não. Basta olharmos para as mudanças climáticas que estão acontecendo nos últimos anos. 

 

No texto que iremos refletir na aula de hoje, Deus estabelece uma aliança de vida com toda a criação. A sua aliança é gratuita; mesmo o ser humano sendo infiel Deus permanece fiel: Não haverá mais destruição. A aliança de Deus é renovada em Jesus Cristo, que amou até o fim, entregando a sua vida.  

 

a) Qual o seu compromisso de cristão/ã diante de um mundo que vive muitas situações de destruição e caos?

 

b) Perdoar é dar a si mesmo e às outras pessoas o direito de serem felizes. É recriar. Como você esta vivendo a dimensão do perdão em sua vida?

 

c) Como você está transmitindo a bênção do Deus da aliança para as pessoas que estão ao seu redor?

 

3- Introdução a leitura do texto: Os capítulos 6 a 9 do livro do Gênesis apresentam a história completa do dilúvio: causas, destruição e recriação. Inicialmente apresenta-se a situação de violência na terra, às causas do Dilúvio e a decisão de Deus de manter as sementes da nova humanidade por meio de Noé, homem considerado justo e agraciado por Deus. Em seguida, narra os preparativos para o Dilúvio, como a construção da arca e a escolha dos animais para nela entrarem, e o Dilúvio em si, fazendo desaparecer toda a vida que há na terra. Mas existe uma esperança: a família de Noé. Com ela, Deus recria a ordem, prometendo que não haverá mais destruição. A família de Noé, como o resto de Israel, é responsável pela sobrevivência e a restauração da humanidade (Mq 4,5; Sf 3). Por meio de Noé e seus filhos, Deus faz a aliança com toda a humanidade e com todos os seres existentes.  

 

4- Leitura do texto: Gn 9,1-17 

a) Em Gn 9,1-7 temos a benção de Deus para Noé e seus filhos. Qual o conteúdo dessa bênção e quais as exigências de Deus para a humanidade?

 

b) Qual a promessa que Deus faz para o grupo de sobreviventes?

 

c) Como entender o sentido do sinal da aliança entre Deus e os sobreviventes? Deus precisa de um sinal para se lembrar disso?

 

5- Situando o texto: O Dilúvio e a esperança de salvação: O capítulo 6 do livro do Gênesis narra às causas do Dilúvio e a decisão de Deus de manter a semente da vida por meio de Noé. Numa descrição detalhada, o texto apresenta os preparativos para se proteger da catástrofe: a construção de uma arca e a escolha de animais de cada espécie para conservar a vida. O narrador já havia nos informado sobre a conduta de Noé, agora comprovada por sua ação: "Noé assim fez; tudo o que Deus lhe ordenara, ele o fez" (6,22).  

 

Tudo está preparado para as águas caírem. Noé, toda a sua família e os animais aguardam o dilúvio na arca por sete dias (7,1-10). O próprio Javé confirma o motivo de Noé ter sido escolhido: "É o único justo que vejo diante de mim no meio desta geração" (7,1). A autossuficiência e a maldade humana impossibilitam o relacionamento entre as pessoas, com todos os seres criados e com Deus. Distanciando-se da imagem de Deus, que é o ser humano, a pessoa se distancia do próprio Deus. Mesmo assim, Deus continua estendendo a sua mão. Dando-nos mais uma chance.  

 

O olhar de Deus pousa sobre Noé, nele repousam as esperanças de restaurar a humanidade (6,8). Os poderosos, com sua ganância e ambição, distanciam-se do projeto de Deus, baseado na partilha e na solidariedade. São eles que estão provocando a destruição. A salvação da nação não depende dos poderosos (Sf 3,1-3). A família de Noé, como o resto de Israel, é responsável pela sobrevivência e restauração do povo (Mq 4-5). Esse resto pode contar com a ação de Deus, o go'el, aquele que assume a defesa dos oprimidos e inocentes (4,11.15; 9,6; Dt 19,12).  

 

O Dilúvio é descrito como volta ao caos: "nesse dia jorraram todas as fontes do grande abismo e abriram-se as comportas do céu" (7,11). Romperam-se os diques colocados por Deus. É uma anulação do segundo dia da criação (1,7). Tudo virou um aguaceiro só: as águas de baixo e as de cima se juntaram, provocando o dilúvio. Mas, afinal, a inundação foi provocada pelo rompimento das comportas do céu ou por uma chuva torrencial? (7,4.12). É importante lembrar que há duas diferentes redações do dilúvio que se fundiram num único texto.  

 

A mistura das águas já havia acontecido quando ouvimos que "Javé fechou a porta por fora" (7,16). Dessa forma, O autor nos lembra que Javé, mesmo mantendo firme o seu propósito de destruir a terra, continua acompanhando os passos do ser humano e protegendo as sementes de uma nova humanidade. Tudo desaparece: "Morreu tudo o que tinha um sopro de vida nas narinas. Isto é, tudo o que estava em terra firme" (7,22).  

 

Na terra não sobrou sequer um fio de vida, tudo se extinguiu. Interessante que não menciona os animais que vivem no mar. De fato, o que está em questão é a destruição da terra por causa das situações de pecado e da maldição sobre o solo (3,17). Dessa forma, simbolicamente, as águas purificam a terra e a preparam para uma nova relação dos seres humanos com a terra. 

 

Depois da catástrofe, ouvimos uma palavra de esperança: "Deus lembrou-se então de Noé e de todas as feras e de todos os animais domésticos que estavam com ele na arca" (Gn 8,1). Lembrar-se tem o sentido de compadecer-se (Gn 19,29; 30,22; Jr 31,20; Sl 8,5). Novamente nos lembramos da primeira criação: sopra o vento (1,2), separam-se as águas inferiores e superiores (1,7), aparecem a terra firme (1,9) e as plantas (1,11); as aves voltam ao firmamento (1,20), o ser humano sai para repovoar a terra (1,28). Todos esses passos acontecem novamente em 8,1-12: Deus organiza o caos, recria a ordem.  

 

Para saber se as águas tinham baixado, Noé solta uma pomba, que, não encontrando lugar onde pousar, retorna para a arca. Em seguida, uma segunda pomba é solta e volta com um ramo de oliveira no bico, sinal de vida nova. E, pela terceira vez, solta a pomba que não volta. Assim, Noé compreende que a terra está seca. Já pode sair. Em seguida, o texto acrescenta: "Então assim falou Deus a Noé: 'Sai da arca, tu e tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos contigo" (8,15-16). Noé recebe a ordem de sair e fazer saírem todos os que se encontra na arca. A bênção de Deus os acompanha: "que pululem sobre a terra, sejam fecundos e multipliquem-se sobre a terra" (8,17b). Essa bênção a Noé e a seus filhos já havia aparecido no primeiro relato da criação (1,28; 9,1.7).  

 

Como no mito mesopotâmico de Gilgamesh, Noé constrói um altar e oferece sacrifícios a Javé; o ser humano reconhece que Deus é o criador (8,20-21). Esse relato, que nasceu no meio do povo, recebeu alterações da tradição sacerdotal e da teologia do puro e do impuro.  

 

O texto contém uma camada popular e outra oficial. Porém, o mais importante é a promessa de que não haverá mais maldição: "Enquanto durar a terra, semeadura e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite não hão de faltar" (8,22). 

 

O ritmo constante dos dias e do ano permite a vida das plantas, dos animais e das pessoas. É o sonho e o desejo de que a vida tenha condições de florescer. E o mais importante: Deus está presente e renova a sua aliança. Leia o capítulo 9,1-17 e procure entender qual é o projeto de Deus para a formação da nova humanidade.  

 

6- Comentando o texto: Gn 9,1-17: A primeira cena do capítulo 9,1-7 está emoldurada com uma bênção. No v. 1, Noé e seus filhos são abençoados; no v. 7 a mesma bênção se repete, acrescentando: dominai a terra. A bênção é um sinal da proteção especial de Deus (12,3). Ela não é só desejo ou palavra de consolo, mas é garantia de vida digna. A bênção de Deus inclui prosperidade, vida longa e descendência (cf. Sl 128). Ela se manifesta na multiplicação da vida: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra" (9,1.7). 

 

Toda a natureza e todo ser vivo está entregue nas mãos do ser humano (9,2). Antes do dilúvio, a erva é o alimento de todos (1,29-30). Depois do dilúvio há outra ordem: "Tudo o que se move e possui vida vos servirá como alimento, tudo isso eu vos dou, como vos dei a verdura das plantas" (9,3). A partir de então o ser humano pode matar outros animais para se alimentar. Matar para se alimentar é muito perigoso, por isso se faz necessário colocar proibições.  

 

"Não comereis a carne com sua vida, isto é, com o sangue" (9,4). A tradição judaica acredita que a vida está no sangue. A vida pertence exclusivamente a Deus. Trata-se de respeito à vida. Não matar os animais simplesmente por diversão ou demonstração de poder. E quanto ao ser humano, a proibição é mais dura ainda, pois o próprio Deus pedirá contas. A expressão "pedirei contas" é repetida três vezes no v. 5. 

 

"Quem derrama o sangue do homem; pelo homem terá seu sangue derramado. Pois à imagem de Deus o homem foi feito” (9,6). De acordo com as leis antigas, quem mata uma pessoa está sujeita à justiça daqueles que têm o direito de exercer a vingança (Nm 35; 19). Quem respeita a vida é portador da bênção de Deus.  

 

A segunda cena neste capítulo começa com a aliança e termina com o sinal da aliança (9,8.17). A aliança com Deus possui características diferentes em etapa da história ele Israel. No início, a aliança é com Noé e com toda a criação, e o sinal é o arco. Em seguida; com Abraão e os seus descendentes, tendo como sinal a circuncisão (Gn 17); mais tarde; no período pós-exílico, a aliança, cujo patrono é Moisés, será estabelecido exclusivamente com Israel e exigirá a obediência à Lei, em especial a do sábado (Ex 19,5; 34,27-8; Ex 31,16-17).  

 

A aliança de Deus com Noé e com todas as criaturas é gratuita. Não há exigências. A sua aliança é em defesa da vida da terra, de todos os animais e do próprio ser humano: "Não haverá mais dilúvio para devastar a terra” (9,11). A aliança com toda a natureza é um tema presente em outros livros proféticos. Na profecia de Oséias (tema do nosso próximo módulo de estudo), lemos: "Farei em favor deles, naquele dia, um pacto com os animais do campo, com as aves do céu e com os répteis da terra" (Os 2,20).  

 

O termo aliança, berith (aliança), é repetido sete vezes neste capítulo (9,9.11.12.13.15.16.17). O compromisso é firmado com toda a humanidade e com todas as criaturas. O sinal é o arco: "porei meu arco na nuvem e ele se tornará um sinal da aliança entre mim e a terra" (9,13). Deus coloca um sinal para ele se lembrar de sua aliança. Será que ele tem o hábito de esquecer? Não. É apenas uma forma simbólica de falar. A nuvem é o veículo de Deus (Is 19,1; Sl 104,3). O arco é o símbolo da presença de Deus (Ez 1,28)  

 

O surgimento do arco-íris depois de uma chuva forte sempre traz uma sensação de bem-estar, de um novo frescor. No campo ou nas pequenas cidades, há muitas pessoas que costumam repetir: é o sinal da aliança de Deus. O arco-íris é portador de boas-notícias: Recorda que Deus está sempre disposto a manter a sua aliança. O seu projeto é de um mundo solidário e justo. O convite profético continua válido e aberto a todas/os: "Ah! Todos que tendes sede, vinde à água. Vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei: comprai, sem dinheiro e sem pagar, vinho e leite. Escutai-me e vinde a mim, ouvi-me e vivereis. Farei convosco uma aliança eterna, assegurando-vos as graças prometidas a Davi" (Is 55,1.3). Deus é nosso aliado na construção de uma nova sociedade. Demo-nos as mãos e sejamos, à imagem e semelhança de Deus, portadoras/es de bênçãos.  

 

7- Aprofundando: A identidade do povo de Israel e os povos vizinhos: Iniciando um encontro bíblico, na apresentação dos cursistas, uma pessoa disse: "Meu nome é Jacir, venho do Paraná e sou descendente de alemão". Seguiu-se outra: "Sou do Rio Grande do Sul, descendente de italiano e me chamo Janete". Na sequência, Francisco disse "sou mineiro e brasileiro". Qual é a nossa identidade? Essa questão sempre volta, especialmente em regiões povoadas por imigrantes. Com o povo da Bíblia acontece o mesmo. Há listas e mais listas provando a identidade de um grupo ou indivíduo.  

 

Nos relatos de Gênesis 1 a 11, as listas, normalmente conhecidas por genealogias, são o fio condutor da história. Começando com a genealogia da criação (1,1-2,4b), depois Adão e Eva como o ponto inicial; em seguida, Caim e Abel (2-4). No final do capítulo 4, de Caim chegamos até Lamec; Abel não tem descendência, mas é substituído por Set, e chegamos até Enós. Chegando ao capítulo 5, há lista de dez gerações, começando com Adão até Noé e seus filhos Sem, Cam e Jafé (5,1-32).  

 

Qual a intenção de apresentar tantos nomes, que muitas vezes lemos distraidamente ou passamos por cima? O texto procura dar uma resposta ao povo de Israel sobre as suas origens. Naquele tempo, não estar enraizado em um determinado grupo significava não ter direitos, dignidade, cidadania. Não tinha valor algum. Nos dias atuais, embora não tenhamos grandes listas genealógicas, uma pessoa que não sabe quem são seus pais nem seus parentes e antepassados, não tem história. Falta uma parte importante.  

 

Para o povo de Israel, recordar os antepassados era questão de definir sua identidade como povo. Ao recontar as origens, o povo quer provar que a sua história é antiga, está relacionada aos inícios da humanidade. O capítulo 5 tem a intenção de levantar as gerações desde a criação, passando pelo dilúvio, até Sem. Em seguida, o texto apresenta uma lista que vai de Sem até Abraão (11,10-32). Assim, a história anterior a Abraão está completa. Essas listas surgiram, provavelmente, no meio sacerdotal.  

 

Uma leitura cuidadosa do capítulo 5 permite perceber que alguns nomes são os mesmos que aparecem em Gênesis 4,17-26. A apresentação de uma geração segue o mesmo esquema: idade do patriarca, desde o nascimento do primogênito, os anos vividos depois desse nascimento, uma indicação quanto ao número de filhas e filhos e a duração total da vida. O esquema é rompido no início e no final com a notícia sobre Noé e seus três filhos (5,1-2.32) e quando há uma notícia importante (5,22.24.29). A duração da vida dos patriarcas é muito exagerada, não? Em consequência do pecado, acontece a diminuição do tempo de vida (6,3), pois ter vida longa é sinal da bênção de Deus (Pr 3,2).  

 

É possível que os nomes que aparecem em Gênesis 5 sejam de antigos fundadores de clãs e grupos que formaram o povo de Israel. Uma síntese que tem sua origem em Adão, Set, Enós, Cainã, Malaleel, Jared, Henoc, Matusalém, Lamec e Noé. Desde a criação até o dilúvio são dez gerações! Depois do dilúvio também serão 10 gerações até Abrão: Sem, Arfaxad, Salé, Héber, Faleg, Reu, Sarug, Nacor, Taré e Abrão (11,10-25).  

 

O fato de enumerar 10 gerações antes do dilúvio e 10 depois é simbólico, pois esse número serve para indicar que os nomes dos patriarcas citados são os mais importantes. Além do mais, o número dez facilita a contagem e a memorização, E o mais importante: o número lembra os dez mandamentos.  

 

Os antigos consideram a história como sucessão de gerações. Uma geração transmite à outra a mesma vocação de Adão: "No dia em que Deus criou Adão, ele o fez à semelhança de Deus. Homem e mulher ele os criou, abençoou-os e lhes deu o nome de 'Homem', no dia em que foram criados" (5,1-2).  

 

Gênesis apresenta a descendência de Noé. A lista reúne povos conforme suas relações históricas e geográficas (10,1-32).  

Vejamos o quadro: os nomes dos filhos de Jafé representam os povos do Norte: eles habitam a Ásia Menor e as ilhas da Mesopotâmia. No outro extremo, os nomes dos filhos de Cam representam os povos do Sul: Cus, Etiópia, ao sul do Egito, o próprio Egito, Arábia e Canaã. Entre eles estão os filhos de Sem, cujos nomes estão ligados aos povos assírios, arameus e aos antepassados dos hebreus. Essa lista contém elementos antigos, porém a redação final é do grupo sacerdotal. As regiões citadas representam a visão que os exilados da Babilônia tinham do mundo habitado. 

 

A mensagem principal do capítulo 10 é mostrar que os diversos povos existentes são originários de um único tronco. A dispersão, que aparece em Gênesis 10,32, é a concretização da bênção: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enche i a terra" (9,1). A lista mostra que o povo de Israel conhece outros povos com os quais convive e precisa aceitar as diferenças. Compreender que os vários grupos étnicos existentes têm a mesma origem é aceitá-los como irmãos.  

 

O mundo de hoje é marcado por grandes diferenças sociais, econômicas, políticas e religiosas. É assustador o fato de 50% dos trabalhadores formais do mundo ganharem menos de 1 dólar por dia. A concentração de poder impede a convivência entre nações, cidades, povos e famílias. As grandes potências mundiais continuam dominando, desrespeitando o direito e a liberdade dos países pobres e em desenvolvimento. Dia a dia vemos aumentar os conflitos, o militarismo e a violência. Notícias de chacinas são comuns. Assistimos a uma guerra interminável entre vários povos, eliminando muitas vidas inocentes. Estamos longe de viver como irmãs e irmãos, conforme o projeto inicial de Deus. E no nível individual podemos nos perguntar: Quais os conflitos que provocamos? Como pessoa, grupo ou comunidade, é urgente retomar as nossas origens, conhecer a nossa história e aprender de novo a conviver com o diferente. 

 

 

Responder e partilhar na caixa de dialogo  

1- Como podemos entender a imagem de um Deus que destrói a humanidade?  

2- Quem destrói o mundo é Deus ou é o agir errado da humanidade? 

3- Após o Dilúvio Deus fez um projeto para a formação da nova humanidade e prometeu nunca mais destruir a terra, por que então tanta destruição e catástrofes ao nosso redor?  

4- Qual a intenção do autor em apresentar as genealogias? 

 

Leitura complementar:  

Leia os seguintes artigos: A Missericórdia Renova a vida. https://leituraorante.com.br/18-a-missericordia-renova-a-vida-genesis-65-917

A Casa não Cai: https://leituraorante.com.br/19-a-casa-nao-cai-genesis-6-9